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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Exercícios - Funções

  1. Suponhamos que todas as dimensões lineares de um animal aumentam 12%. Então o animal terá a mesma forma. Como variam a sua àrea superficial e o seu volume? Dê a percentagem de aumento arredondada à unidade
  2. A lei de Gutenberg-Ritcher é uma relação empírica entre a magnitude M e o número total N de tremores de terra numa determinada região durante um certo período. Esta lei pode ser escrita na forma 
log10 N = a bM,
onde a e b são constantes. O valor de b é o de maior importância e tipicamente situa-se entre 0.5 2,
com um valor médio b 1.
Se houver
N1 termores de terra de magnitude M1 e N2 termores de terra de magnitude M2, qual é o
valor do rácio N1/N2 se M2 M1 = 3? 


Resolução:


  1. V~l^3 ; S~l^2
l' = l + 0,12l = 1,12l 

V'~l'^3 = (1,12l)^3 = 1,404928 l^3
V' = 1,404928 V = V + V
∆V/V x 100 = (0,404928V/V) x100 = 40%


S'~l'^2 = (1,12l)^2 = 1,2544 l^2
    S' = 1,2544 S = S + ∆S


∆S/S x100 = (0,2544S/S) x100 = 25%


      2.  logN = a - bM (=) -bM = logN - a (=) M = -logN + a
 M2 - M1 = 3 (=)
(=) -logN2 + a - (-logN1 + a) = 3
(=) -logN2 + a +logN1 - a = 3
(=) log(N1/N2) = 3
(=) N1/N2 = 10^3


    Paridade de uma função

    Uma função pode ser par ou ímpar, ou sem paridade (se não corresponder a nenhum dos dois casos anteriores). A paridade de uma função é uma propriedade relacionada a simetria da mesma.


    • Se uma função f satisfizer f(x) = f(-x) para todo o x no seu domínio, a função diz-se par.
    • O gráfico de uma função par é simétrico em relação ao eixo y. 


    Exemplo :
      f(x)=x2 é uma função par, como pode ver-se a seguir:
       f(-x) = (-x)2 = x2 = f(x)

      • Se f satisfizer f(-x) = -f(x) para todo x em seu domínio, pode afirmar-se que a função f é uma função ímpar.
      • O gráfico de uma função ímpar é simétrico em relação à origem.
      Exemplo :
        f(x) = x3 é uma função ímpar:

        (-x)=(-x)3= -x3 =-f(x)

        Novas funções a partir de antigas

        • Deslocamentos verticais e horizontais:
        y=f(x)+c - Deslocar o gráfico de f(x) c unidades para cima.
        y=f(x)-c - Deslocar o gráfico de f(x) c unidades para baixo.
        y=f(x-c) - Deslocar o gráfico de f(x) c unidades para a direita.
        y=f(x+c) - Deslocar o gráfico de f(x) c unidades para a esquerda.
        • Reflexões e esticamentos horizontais e verticais
        y=cf(x) - esticar verticalmente o gráfico de f(x) por um fator de c.
        y=f(x)/c - comprimir verticalmente o gráfico de f(x) por um fator de c.
        y=f(cx) - comprimir horizontalmente o gráfico de f(x) por um fator de c.
        y=f(x/c) - esticar horizontalmente o gráfico de f(x) por um fator de c.
        y=-f(x) - refletir em torno do eixo x o gráfico de f(x).
        y=f(-x) - refletir em torno do eixo y o gráfico de f(x).

        Funções implícitas e explicitas


        O tipo de função mais comum é aquele onde o argumento e o valor da função são ambos numéricos, o relacionamento entre os dois é expresso por uma fórmula e o valor da função é obtido através da substituição direta dos argumentos. Considere o exemplo:
        f(x) = x^2
        Que resulta em qualquer valor de x ao quadrado. Uma generalização direta é permitir que funções dependam não só de um único valor, mas de vários. Por exemplo:
        g(x,y) = xy
        recebe dois números x e y e resulta no produto deles, xy. De acordo com o modo como uma função é especificada, ela pode ser chamada de função explícita (exemplos acima) ou defunção implícita, como em:
        xf(x) = 1
        que implicitamente especifica a função:
        f(x) = 1/x

        Funções Compostas


        São as funções em que o conjunto imagem de uma função f(x) serve de domínio para uma outra função g(x), que por sua vez gera um conjunto imagem A. A função composta é uma expressão que, dado um determinado número do domínio de f(x), nos leva diretamente ao conjunto imagem A. Por exemplo, dadas as funções:
        f(x) = 2x + 3 e g(x) = x − 1
        uma função composta pode ser:
        g(f(x)) = 2x + 2
        Existem várias maneiras de se criar funções compostas. Podemos fazer f(g(x))f(f(x)), etc. Note que o conjunto imagem de uma função serve sempre de domínio para a outra.

        Função Módulo de um nº real

        O conceito de módulo de um número real está associado à idéia de distância de um ponto da reta à origem. Como existe uma correspondência biunívoca entre os pontos da reta e os números reais, pensar na distância de um ponto à origem ou pensar no módulo de um número é exatamente a mesma coisa.


        Definimos então uma função que, a cada número real x associa o módulo de x, ou seja, a distância de x à origem. Temos assim:
         
        O gráfico dessa função tem o seguinte aspecto:

        pois, para os valores positivos ou zero da variável independente x, o valor da variável dependente y é o mesmo que x, pois y=x; para valores negativos de x o valor de y é , pois y=-x. Dessa forma, o gráfico é constituído de duas semi-retas de mesma origem.

        Função Inversa

        • Para a construção analítica da inversa de uma função devem seguir-se os seguintes passos:
        - Igualar a função f a y;
        - Isolar x;
        - Trocar x por y.
        • O domínio da directa é o contradomínio da inversa.
        • Tem de ser bijetora.
        • Tem de se restringir o domínio da função directa (por vezes).
        • f-1(f-1(x)) = f(x)
        • f-1(f(x)) = x
        • f(f-1(x)) = x

          A função inversa g de uma função real de variável real fobtém-se de f por uma simetria em relação à recta y = x.

        Tipo de Função


        Tipo de funçãoCaracterística da funçãoConjunto imagemExplicação visualExemploAdmite função inversa? É inversível?
        Função injetora ou injetivaCada elemento da imagem está associado a apenas um elemento do domínio, isto é, quando x ≠ y no domínio e f(x) ≠ f(y) no contradomínio. A cardinalidade do contradomínio é sempre maior ou igual à do domínio.O número de elementos no contradomínio pode ser igual ou maior que na imagem da função.
        Funcao venn.png
        A função f: N \rightarrow N dada porf(x) = 2x, é injetiva porque, sempre que toma-se dois valores diferentes de xa ≠ b, obtém-se valores diferentes para f(x)f(a) ≠ f(b).Não sempre, mas sempre admite inversa à esquerda.
        Função sobrejetora ou sobrejetivaTodos os elementos do contradomínio estão associados a algum elemento do domínio.O conjunto imagem é igual ao conjunto contradomínio
        Surjection.svg
        A função f: R \rightarrow R dada porf(x) = 6xnão é sobrejetiva, pois o número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de qualquer elemento do domínio.





        Não sempre, mas sempre admite inversa à direita.
        Função bijetora ou bijetivaSão ao mesmo tempo sobrejetoras e injetoras, isto é, todos os elementos do domínio estão associados a todos os elementos do contradomínio de forma um para um e exclusiva.O conjunto imagem é igual ao conjunto contradomínio
        Bijection.svg
        A função f: N \rightarrow N dada porf(x) = x, é bijetiva porque é sobrejetiva e injetiva ao mesmo tempo. Exemplo:função identidadeSim, sempre; imagem igual ao contradomínio vira domínio e vice-versa.

        quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

        Funções

        Função de uma variável - Sejam a e b duas variáveis reais e sejam (D')  e (D) , respectivamente, os seus domínios.
        Se entre a e b existe uma correspondência tal que a cada valor de b, domínio (D) , corresponde um valor de a, domínio (D') , seja qual for a maneira como essa correspondência é estabelecida, diz-se que a é função de b, definida no domínio (D) , e
        escreve-se:
        a= f(b)